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Antologia II - À lona again
Corria o ano de 1990 (corria tanto que já era quase 91...). Naquela época, e por causa daquela pessoa, começou o meu interesse pela Antologia, o estudo das Antas e suas manifestações. Estava eu naquela tarde em meu estúdio, trabalhando, e como as forças do Universo adoram fazer comigo, tinha alguém ao meu lado fazendo porra nenhuma... E dando palpites. Não reclamo muito dessa sina, porque ela me desenvolveu uma capacidade de concentração extrema; sou capaz de ler um livro sobre filosofia numa festa infantil, hehehe!... Na trilha sonora, como sempre, os Beatles, que ali já eram uma saudade de mais de vinte anos, mandando Yesterday... A Anta em questão freqüentava o meu espaço como várias outras, dando o ar da sua graça diariamente. Era anta jovem, mas já prenunciava a espontaneidade dessa geração de agora... Num dado momento, eu distraído no trabalho, qual um boxeador descuidado, recebo no fígado a dolorosa pergunta: "Os Beatles não têm colocado músicas novas nas paradas ultimamente, né?"... Absorvi o impacto, mas o golpe me abalou. Tentei dizer alguma coisa, mas nem um ai consegui. Apenas virei a cabeça rapidamente na direção da Anta e fulminei-a com meu olhar. Uma silhueta de anta deve ter ficado gravada na parede naquele momento. A Anta, então, surpresa, dando um passo para trás e abrindo os braços e arregalando os olhos, sorriu e desta vez mandou-me no queixo: "Têm??? Não sei, não acompanho muito bem as paradas..."!!! UFF! 1, 2, 3, 4, 5... Nocaute!

Alguns comentários "antológicos" fazem nossa imaginação voar longe!
Escrito por Zé do Café às 11h26
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4.999 Mulheres e Um Homem - Eu mereço...
(Como as coisas aqui andam muuuuito rápido (o tempo, aquele carrasco de sempre), já houve o cinco milésimo visitante da Hora do Café. Com prova e tudo! Portanto, ilustre visitante nº 5.000, aguarde contato por e-mail ou MSN para retirar o seu prêmio! Na verdade, 18 pessoas reivindicaram o prêmio, mas faltou uma efetiva comprovação. A essas pessoas eu digo: "Que é isso, gente!". Hehehe... Obrigado a todos, de verdade!)
Esse era o texto do post anterior, que viria com o selo comemorativo das 5.000 entradas (opa!). Devido ao intenso movimento, que acabou congestionando o tráfego entre mim e o computador, ele não foi ao ar. Minha idéia original era convidar o 5.000º visitante para um café, ou, dependendo do grau de assiduidade até oferecer uma cesta de café da manhã, ou até mesmo levar um café da manhã na cama, como nas propagandas de margarina, ou... Bom, a imaginação é fértil por aqui... Hehehe! Mas, o Aleixo (advogado de Deus e do Diabo) falou que não quer nada disso, não quer ver minha cara e que prefere o prêmio virtualmente mesmo, no que concordei imediatamente (tanta mulher entrando aqui, me veio um marmanjo ser o 5.000º. Só comigo mesmo!!!). Estamos agora (eu cá, ele lá) estudando um prêmio, que ele merece!
Escrito por Zé do Café às 11h14
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Já foi...

Escrito por Zé do Café às 18h24
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Tá quase...
Vamos pensar num prêmio para o 5.000º...
Escrito por Zé do Café às 11h54
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Eram umas vezes...
Era uma vez uma menina muito bonita e sonhadora chamada Penépole. Seu pai, um semi-analfabeto, foi o responsável pelo seu nome, ditado ainda na maternidade pela mãe ao infeliz, que o escreveu num papelzinho. Penépole vivia sonhando em um dia encontrar o seu príncipe encantado, que seria só seu e com o qual viveria feliz para sempre. Era uma vez o dia dela passear pelo bosque nos fundos da humilde casa onde morava com seus pais (essa história se passa numa época em que os bosques eram em maior número que as humildes casas. Hoje só restam as humildes casas). Era uma vez em que, no seu passeio, ao caminhar à beira de um lago, pareceu-lhe ouvir alguém chamar pelo seu nome, numa voz fininha e nasalada: "Penélope! Penélope!". Olhou ao redor e percebeu que a única coisa que havia de errado na paisagem era uma vez um sapo gordo sentado sobre uma pedra. Penépole se aproximou do batráquio, colocou as mãos na cintura, levantou o dedo e lhe falou sorrindo: "Meu nome é Penépole, não Penélope!", ao que o sapo gordo respondeu: "Foda-se você com seu nome escroto! Não chamei ninguém, não! Quero é sossego! Dá licença!"... e num salto voltou para as águas do lago.
"Foda-se..."
Penépole, intrigada, olhou novamente ao redor e ouviu mais uma vez: "Penélope! Penélope!". Era uma voz, daquela vez? Era, uma vez que a estava ouvindo tão claramente chamar seu nome... Penépole então viu que era uma vez um outro sapo feio sobre uma outra pedra. Correu até ele e foi logo lhe dizendo: "Olha, meu nome é..." O sapo a interrompeu: "Tá bom, eu ouvi você falando com o gordo lá... Mas vamos deixar de besteiras, que não temos muito tempo. O negócio é o seguinte: Era uma vez uma bruxa que me transformou em sapo, mas fui uma vez um belo príncipe! E basta um beijo seu e volto a ser príncipe, me caso com você, e o encanto... era uma vez!!! Entendeu, Penélope?" "Penépole!", corrigiu Penépole, "Lógico, sapito, espero por isso há anos!" Mas o sapo, fazendo um sinal com a mãozinha aberta, disse: "Só que tem uma coisa: Tenho mais três irmãos, que foram uma vez encantados como eu, que precisam ser beijados também, senão o feitiço não se quebra e... era uma vez nós dois, querida!!! Penépole concorda com a proposta, mas adianta: "Tá certo, sapinho, eu os beijarei também, mas é você que será só meu e com quem vou viver feliz para sempre, certo?". "Certo, Penélope!" respondeu o sapo e, antes que Penépole o corrigisse, deu um assovio. Nisso, saíram de trás de outra pedra três sapinhos, cada um mais feio que o outro! Penépole fez uma cara de nojo, pois eram uma vez três sapinhos muito nojentos aqueles. Mas, como esse era uma vez o seu sonho, pegou o primeiro sapinho perebento e, quase vomitando, lascou-lhe um beijo na boquinha úmida... PUFF! A coisinha escrota se transformou no Fábio Assunção!!! Penépole, estupefata, olhando aquele sorriso encantador, quase teve um treco, e com o coração acelerado, vendo-o subir num cavalo branco e sair galopando, ouviu o seu sapo dizer: "Éramos uma vez uma família muito bonita, Penélope!" Ela, ainda trêmula balbuciou: "Pené... Ah, deixa pra lá"! Pegou outro sapinho e, nem reparando na gosma que lhe cobria os olhinhos, pregou sua boca na dele... PUFF! Viu surgir na sua frente Thiago Lacerda, que, arrumando o chapéu, lhe dá um sorriso largo de agradecimento e também sai galopando em seu cavalo branco... "Surpresa, Penélope? Eu lhe falei!... Hehehe!". Dessa vez Penépole nem corrigiu nada, pois estava meio zonza ainda, hipnotizada por aqueles olhos verdes! Agarrou, excitada, o terceiro sapinho, o maior deles, com perninhas atrofiadas e beijou-lhe a boquinha enrugada e torta... PUFF! Reinaldo Gianechinni surge, lhe faz uma saudação e sorrindo sai galopando em seu cavalo branco... Boquiaberta seria pouco para descrever Penépole naquele instante!... "Espero que tenha gostado de meus irmãos, Penélope!" disse o sapo, "A bruxa feia e malvada nos enfeitiçou por nos achar muito belos, e coube a mim, o mais belo e garboso de todos, encontrar alguém que quebrasse nosso encanto, e com esse alguém me casar e viver feliz para sempre! Pode me beijar agora, minha princesa!!!" Penépole, ainda pasmada diante do que acabara de ver, pega então o sapo que será seu príncipe e com o qual poderá viver feliz para sempre, levanta-o à altura de seus olhos, aproxima sua boca da dele, olha-o firmemente e diz: "Olha, quer saber de uma coisa? Tô achando lenha demais pro meu caminhãozinho, sabe... Sou superciumenta, não consigo lidar com essa coisa de assédio em cima de homem meu... acho que isso não vai dar certo. Melhor deixar as coisas como estão, tá? Não me leve a mal..." Colocou o arregalado sapo de novo sobre a pedra e seguiu em seu passeio pelo bosque, sonhando com seu príncipe encantado, com quem viveria feliz para sempre...

Moral da História: Fiquei um tempão imaginando uma moral pra essa história, mas me deu uma raiva dessa Penélope aí!... (Penépole, Pe-né-po-le!)
Escrito por Zé do Café às 02h39
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Antologia
Quem me conhece um pouquinho sabe que um dos meus passatempos preferidos é a Antologia - o estudo das Antas e suas manifestações. Infelizmente, quando esse tema foi abordado aqui na Hora do Café algumas pessoas não entenderam, ficaram com dó das referidas, acharam preconceito meu, etc... E, embora tenha rendido bons posts (27/01, 03/02), resolvi não explorar muito o tema e deixei a Antologia de lado. Mas as Antas jamais descansam! Estão sempre criando algo novo e dando seus deliciosos palpites errados. E eu continuo tentando entender como funciona o incrível cérebro delas... Como ontem, numa conversa sobre Ovnis, seres extraterrestres e todos esses mistérios do espaço, quando uma delas se manifestou com autoridade e um pouco de empáfia (características das Antas). Disse a tapiresca pessoa: "Tem até gente que já foi seqüestrada pelos alieninjas..."!!!! Hahaha!... Essa deveria ser sugada para o espaço na hora!!! Tchufff!!!

Às vezes acho que quase entendo de onde as Antas tiram suas idéias...
Escrito por Zé do Café às 15h17
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Pequenos negócios, grandes mistérios...
Devido à enxurrada de e-mails pedindo mais detalhes (tão pequenos de nós dois...) sobre o assunto do post anterior, vamos tentar fazê-lo crescer mais um pouco. Sobre as tais formas assinaladas, coloco agora um close delas, porque teve gente dizendo que não viu porra nenhuma! Atenção, são apenas formas que lembram o bilau; não tem porra nenhuma mesmo! Sobre as proporções femininas, outra questão aberta, notei que, como observou a Clarissa, na maioria das vezes há um paninho cobrindo a perseguida, o que dá margem a se pensar em coisas muito expressivas... Há casos em que os artistas simplesmente mostram um volume, sem detalhes, mas sempre muito grande em relação àqueles bilauzinhos. Acionei minha rede de informantes na Europa (Giuseppe & Frateli) em busca de informações sobre Bilaus e Perseguidas na Iconografia Clássica e a resposta veio rápida: "Vocês não têm mais o que fazer aí no Brasil, não? Cazzo!" Percebi que existe por lá um tabu, e poucas vezes vi um tabu ser tão grande em relação a um assunto...

Parece ou não parece? É ou não é?

Um exemplo do paninho e dos pacotes. Dá pra entender o tabu ser tão grande sobre aqueles bilauzinhos...
Escrito por Zé do Café às 14h56
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Só uma coisinha...
Um comentário feito pela Lena num post anterior me levou a fazer este. Ela me pergunta sobre a razão das estátuas antigas apresentarem bilaus tão pequenos, em clara desproporção aos corpos musculosos e opulentos dos representados. A questão foi levantada, mas devido ao seu tamanho, ninguém percebeu... Visitei alguns museus por aí (Ah, Internet...), consultei meus livros, perguntei a experts no assunto (escultura, hehe...), e constatei que isso acontece nas artes em geral, ou seja, o bilau é relegado a um plano inferior dentro da representação artística justamente por sua força de expressão. Um bilau muito saliente pode pôr a perder a intenção do artista com sua obra. Entendido? Mas a melhor resposta que consegui foi de um professor de História da Arte: "Porra, cara, você queria que o Adão recebesse aquele toque divino tendo uma ereção? Tenha dó!!!"

Adão, que segundo Michelangelo, possuía um bilau menor que qualquer dedo de seu pé! A seta indica uma forma que remete ao bilau, como se Michelangelo quisesse descontar aí a impossibilidade de retratar a coisa na devida proporção. Abaixo mais dois exemplos, também na capela Sistina, onde essas formas competem com os ínfimos bilaus dos rapazes... Interessante, não?

Escrito por Zé do Café às 02h53
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Diário de um Escravo do Tempo III - Tentando uma fuga...
Vendo que tenho sérios problemas com o tempo (o pior deles é envelhecer sistematicamente, mas isso é outra história...), uma pessoa amiga aconselhou-me um exercício que, segundo ela, poderia salvar minha vida e, muito mais importante que isso, deixá-la mais leve e agradável. O exercício consiste em não olhar o relógio durante o maior espaço de tempo possível, sem preocupação com aqueles ponteirinhos correndo um atrás do outro enquanto tento trabalhar. Só isso! "Faça o que você tem de fazer e não se preocupe, vai dar tempo!" A teoria é que, se a gente apenas imaginar que horas são, sem saber exatamente quais são, essa corrida contra o relógio fica sem sentido. Ele que marque o que quiser!!! Simples, não é? Mas não é mesmo! Comecei tirando o relógio da barrinha do Windows. Depois, o despertador em forma de triângulo, sempre adiantado uns dez minutos, foi virado de costas para mim; o outro, redondinho, de tic-tac irritante, ficou sem sua dupla alma alcalina e congelou uma hora qualquer (para dar um sentido neurolingüístico à coisa, adicionei algumas palavras motivadoras ao exercício e a cada relógio afastado de mim, ia dizendo: "Eu me liberto de ti!", "Eu me liberto de ti!"). Fui até a sala e simplesmente joguei para dentro de uma gaveta aquela coisa digital com calculadora e caneta (nem me lembro mais de onde veio isso!), que denunciava as horas das entradas e saídas de casa. De passagem pela cozinha, puxei e recoloquei na tomada o fio do microondas e ele voltou a ser um simples forno, com seu display cheio de oitos... O brinde do Pão de Açúcar, que fica no alto, sobre a geladeira, eu ignorei como sempre, e ainda disse ao sair: "Te desprezo, e me liberto de ti!". Desliguei o rádio para evitar que algum locutor estragasse tudo e coloquei um CD de Jazz... Pronto, estava livre dos terríveis opressores, e já não era sem tempo, pois já começava a ficar violento com eles... Hehehe! Tranqüilo, peguei um café, sentei-me à frente do computador e comecei a trabalhar. Estranhamente, o trabalho rendeu muito bem, o telefone não tocou nenhuma vez e ninguém me lembrou que horas eram... Uma maravilha! Parecia que as forças que regem o Universo (que são as mesmas que acabam me ferrando...) haviam se rendido à minha revolta! Trabalhei assim, sossegado, por um bom tempo, quando a curiosidade me assaltou e resolvi dar uma olhadinha no relógio triangular e ver quanto tempo havia resistido... E foi ao mesmo tempo em que verificava os ponteiros marcando 16:00h que notei o bilhetinho pregado no ângulo superior, onde se lia: "Pagar contas/Banco"... Puta que o pariu!!! Último dia pra pagar!!! E tem que ser no caixa!!! Lembrei que aquela merda equilátera estava sempre 10 minutos adiantada e pensei: "Dá tempo!!!"... O The Flash não colocaria a calça mais rápido! Não com o tênis calçado, como eu... Apanhei as contas sobre a mesa e corri, ainda apertando o cinto e colocando a camiseta, ao mesmo tempo em que chamava o elevador com o cotovelo. A porra do elevador custou uma eternidade a chegar e quando abri a porta lá estava uma senhora do 15º andar, que me deu um sorriso e disse: "Boa tarde!". Inútil descrever a minha cara ao ouvir a palavra "tarde"... "Boa...", respondi e já emendei: "... a senhora tem horas, por favor?" E ela, olhando o reloginho Cartier de pulso sentenciou: "... exatamente 15:55". Térreo! Gentilmente saí do elevador, segurei a porta para a senhora, que saiu devagar e mais à frente deve ter sentido o meu vulto passando por ela, deixando um vácuo no espaço... Desci as escadas do prédio pensando, otimista, "Ainda bem que o banco é aqui ao lado..." Virei a esquina e perguntei de passagem ao jornaleiro, que me animou, olhando seu Ômega: "São 15:58, corre que dá!". Cheguei ao banco e fui passando pela porta giratória, quando a guardinha me acenou lá de dentro: "Fechado!". E eu, entre o surpreso e o coitado, perguntei: "Fechado??? Mas... que horas são?". Ela olhou em seu Technos e disparou: "16:03". Eu, indignado: "Impossível!!!" Me virei e perguntei a um senhor que estava no caixa automático: "O senhor tem horas, por favor?" A resposta dele, olhando em seu Rolex, caiu como uma guilhotina em meu pescoço: "16:13"!!! Nessa hora lembrei do meu relógio triangular, sempre adiantado 10 minutos... e desabafei em voz alta: "Essas merdas são todas falsificadas!!!"... Coloquei as contas no bolso de trás da calça e voltei calmamente. Parei na Padaria, encostei no balcão e pedi ao Santana que me tirasse um café. Enquanto enxugava o suor da testa e pensava na inutilidade do exercício de alforria horária que me fez perder a hora do banco e perguntar as horas 4 vezes em 5 minutos, olhei para o relógio da Souza Cruz na parede... 16:00h! Em ponto!...

Sim, meu Amo e Senhor! Sou vosso escravo! Mas dá um tempo!!!...
Escrito por Zé do Café às 10h57
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Física e Costumes
Num post anterior citei o Surrealismo inocentemente. Não sabia que ouviria hoje essa historinha... Um Amigo meu, daqueles enormes, folgados, meio machistas, mais companheiro de cervejas que de cafés, reformou seu banheiro; trocou piso, azulejos, peças, box; enfim, tudo novo! Depois de meses de espera, tudo prontinho, o cervejeiro amigo percebeu que o som produzido pelo seu ato mictórico, naquele novo vaso ficava bem maior agora, mais encorpado, e produzia até um belo colarinho... Achou normal, e até legal (homens adoram fazer esse barulho, e quanto mais grave melhor, é como se fosse um sinal de virilidade, hehehe!)... Ainda mais com aquelas cervejas todas! O motivo é que o vaso novo, para acomodar aquela caixa d'água mais econômica, foi deslocado para frente alguns centímetros e ele conseguiu, sem querer, colocar o vaso num ponto exato onde ele funciona como uma verdadeira concha acústica! O problema é que agora o barulho de seu "deságüe" é amplificado de tal maneira, e refletido pelas paredes do banheiro, e destas para as demais paredes e daí para as colunas, que resultam numa vibração que todo o prédio acaba sentindo! Inacreditável!!! Virou comentário no edifício: "Ih, lá foi mais um engradado!" ou "Vixi! De novo?..." Aí, um engenheiro desempregado, morador do andar de baixo, comentou com o porteiro que aquilo poderia até abalar as estruturas do prédio! Ainda mais com a fama de cervejeiro do Amigo! Pronto... Tava feita a merda! Reunião pra cá, reunião pra lá, opiniões desencontradas, soluções esdrúxulas (como uma senhora que sugeriu um funil...), cálculos do engenheiro (que odeia cerveja e está com tempo de sobra...), prédio dividido entre os contra e os a favor... Bom, enquanto não encontram uma solução, uma circular foi passada para o prédio todo: "... ficando então estabelecido nesta reunião de condomínio que o Sr. Amigo, morador do apto. 64 fica terminantemente proibido de fazer suas necessidades fisiológicas (a nº 1 mais especificamente) em pé (quer dizer que a nº 2 ele pode fazer em pé??? Hehehe...), sob pena de multa, etc, etc..." Acreditem!!! Ligo para o Amigo e a pergunta é inevitável: "E aí, Amigo, tá seguindo as ordens direitinho? Hehehe!". Ele: "Pô, Zé, nem me fala, cara, me encontrei!!! Uma tranqüilidade! Não preciso mais me preocupar com a pontaria! É sentar e soltar! A Selma aprovou a idéia!... A única coisa chata são aqueles olhares no elevador, mas tudo bem!". E eu pensei, imaginando aquele cara enorme mijando sentado: "As Leis da Física, quando aplicadas incorretamente, operam milagres!".

Essas fontes existem pelo mundo todo. Alguém poderia me explicar por que não existem fontes com menininhas fazendo xixi? Seria uma manifestação de machismo? Ou é apenas uma questão estética? E os menininhos, não podem fazer xixi sentados, por acaso?
Escrito por Zé do Café às 16h56
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