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O homem que atraía malucos II - ou - Bateu na trave e entrou no meu
Aquele estava sendo um domingo sem graça nenhuma. Nada do que eu tinha planejado para aquele final de semana foi possível, e pra completar, meu time acabava de levar três "côco" do Palmeiras, o que me deixou mais descontente ainda... A noite caía como um viaduto, e resolvi ir até a padaria comprar um pãozinho, tomar um café, essas coisas que não tem como dar errado. Não na vida de pessoas comuns, porque na minha... Tudo corria na maior tranqüilidade. Tomei meu cafezinho lembrando do Santana, que odiava futebol, e pensei, saudoso, numa frase antológica dele: "Meu time? Torço pra todos perderem!!!" Aquela lembrança me confortou e concluí que, de fato, ninguém ganha sempre, certo? E depois, eu também nem ligo tanto assim pra essa merda! Peguei meus pãezinhos e o leite, entrei na fila pra pagar e foi aí que notei uma figura que acabara de entrar, e da qual já providenciavam a saída da padaria. Falava alto pedindo uma coisa que não dava pra entender direito, a não ser uma frase que ele repetia: Na humildade! Na humildade! Saí da padaria enquanto tentavam tirar o cara de lá. Atravessei a rua sem olhar para trás, na esperança de que estivesse invisível naquela hora, mas meu magnetismo foi mais forte, e senti que um vulto deslizava rapidamente pelo asfalto em minha direção. - Ei, amigo! Na humildade! - Sim, era comigo! Tinha que ser! Entre todas as pessoas que estavam por ali naquela hora, ele tinha que me escolher! Pensei em correr, mas achei que não ia ficar bem um cara cabeludo correndo pela rua, com duas sacolinhas plásticas nas mãos, então, já quase nas escadas do meu prédio, parei e lhe dei atenção: - Fala! - eu disse, com ares de quem estava com muita pressa. - Na humildade, dá licença! (malucos não pedem, eles declaram licença!). Tem um trocado aí? - Devo ter uma coisinha aqui, deixa eu ver... - Sabendo que tinha algumas moedas de 5 e 10 centavos e apenas UMA de 50, enfiei a mão no bolso achando que pela lei das probabilidades ia sair uma de 5. Esqueci da outra lei, a de Murphy... Coloquei a moeda de 50 na mão suja dele, tomando cuidado para não encostar, e pensei: "Tudo bem, valeu a minha alforria" Hehehe... e já fui saindo, quando ele, numa quase obstrução faltosa tomou a minha frente me impedindo de prosseguir... - Ó, não sei não, viu... Na humildade! Você é Santos ou Palmeiras? Pensei rapidamente nas alternativas: Se digo que sou Santos e ele é Palmeiras, vai me encher o saco, me alugar ou sabe lá do que ele é capaz... Se digo que sou Palmeiras e ele também é, to fudido; vai querer festejar a vitória, me abraçar! Pelo amor de Deus!!!... E se não for, pior ainda! Vai lamentar o pênalti que o juiz não deu, vai querer discutir o jogo achando que sou palmeirense... Posso também dizer que não gosto de futebol, que "torço pra todos perderem", à la Santana... mas eu estava com os brios feridos e resolvi falar a verdade, que assim dava uma de vítima e ainda podia falar "Ninguém ganha sempre, né?", e sair de fininho... Então: - Sou san... - quando estava na metade da palavra já vi sua mão aberta, vindo em minha direção num emocionado "Toca aqui", e percebi que não havia pensado na pior das alternativas: Éramos os dois santistas! - Eu sabia! - disse ele - Você tem cara de gente boa! Na humildade; eu sabia! (e eu? por que EU não sabia???) E a mão ali, esperando... Tive que apertar aquela mão imunda, que caprichosamente chamou a outra, sua parceira de imundície, e as duas cobriram a minha, segurando com força, quentes, como que dando o tempo necessário para que as bactérias todas pudessem fazer sua mudança, trazendo suas famílias e pertences com tranqüilidade para a minha mão, e ele, com os olhos injetados, me encarou: - Ó, na humildade! Quer saber de uma coisa? A gente não podia ter perdido hoje, mas o Marcos jogou muito, né, companheiro? Pô! - Naquele "Pô!", senti pelo bafo o tanto que aquela maldita derrota havia servido de pretexto para aquela esponja imunda absorver toda a cachaça da região. - Éééé... - eu disse, enquanto lixava minha mão por entre as dele tentando me libertar, e ele completou: - Ó, na humildade? Quem não faz, toooma! - Essa frase deve tê-lo lembrado de tomar mais uma, porque foi me soltando devagar... - É isso aí! - eu disse, fazendo um amplo sinal de positivo com a mão já liberada, quente da sua pegada. Livre, subi as escadas ainda envolto na atmosfera alcoólica que me orbitava (questionei se o álcool seria realmente eficaz contra germes e bactérias), e saí o mais rápido possível do ângulo de visão do meu companheiro de derrota naquela tarde... Ainda deu pra ouvir ele gritando lá de baixo: - Ninguém ganha sempre, certo? Na humildade!
- Maldito esporte de massas! - eu dizia, em casa, enquanto lavava freneticamente as mãos...

- To indo comprar pão! Alguém quer alguma coisa da padaria? (Roupinha básica para ir à padaria no próximo domingo... Hehehe!)
Escrito por Zé do Café às 00h44
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Coelhinhos de Páscoa
Recebi esse cartão de um amigo que mora lá e, confesso, estou tentado a ir passar a Páscoa com ele e a família. É um lugar muito bonito e misterioso. Uma lenda muito antiga diz que era de lá que os coelhinhos saíam para esconder os ovos. Na verdade, as imensas estátuas de pedra que existem por lá representam a espera pela embarcação que os conduziria na incrível jornada pelo mundo a fora, levando alegria às crianças que os esperavam ansiosas. O passar do tempo (mais de mil anos) e a proximidade do mar desgastaram algumas partes, mas dá pra imaginar, não dá?

Estudiosos do assunto acham essa projeção das partes faltantes bem crível. Não é incrível? Hehehe...
Ah!... Gostei mais do post do ano passado... Clica aqui ó.
Escrito por Zé do Café às 02h55
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A Origem das Espécies I - O Homo fica erectus!
Segundo Charles Darwin, um cientista inglês que aos 22 anos se jogou numa viagem ao redor do mundo para pesquisar sobre a vida na Terra, as variações ocorridas numa espécie em sua adaptação ao meio-ambiente, sejam elas adquiridas ou surgidas espontaneamente, se úteis à sobrevivência, seriam preservadas e transmitidas aos descendentes, ocorrendo assim uma seleção natural e, conseqüentemente, a tal da Evolução da Espécie. Com dados colhidos em suas bad trips (dizem que passava mal direto, em alto mar), Darwin publicou uma série de livros que deixou os religiosos irados, pois a conclusão a que se chegava com sua teoria era de que o homem e o macaco eram primos, e Adão e Eva, se tivessem existido mesmo, teriam sido um casal de símios, e se Deus fez o homem à sua imagem... bem, imagine o tamanho da merda provocada!

Como se vê na seqüencia de fotos, a barba deve ter sido muito útil à sobrevivência de Darwin. Não se sabe se esta variação foi transmitida a seus descendentes, mas é notável que no final do século XIX começaram a aparecer as primeiras mulheres barbadas nos circos da Inglaterra, o que leva a pensar que elas talvez sejam parentes do ilustre cientista. (Notável também é que o casaquinho dele não evoluiu NADA em cinqüenta anos! Hehehe...)
A seleção natural se aplicaria a todos os seres vivos na Terra e aconteceria lenta e gradativamente durante milhares e milhares de anos. O que Darwin não esclareceu, ou fez que não viu, é que o ser humano, um ser que se acha muito racional, abriu mão dessa evolução há muito tempo, por achar que assim já tava bom, e resolveu ele modificar rapidamente o ambiente e acabar com essa frescura que demorava pacas pra dar algum resultado prático. A partir daí, evolução virou uma coisa para animais. O homem já evoluiu o que precisava, quem tem que evoluir agora é o ambiente, seu Darwin!

Darwin expõe sua teoria a amigos cientistas.
Imaginemos algumas cenas para demonstrar até onde vale a teoria:
Cena I - A Evolução: O ambiente é de savana africana no final do verão, de muita umidade, e o terreno bem irregular... Uh! Uuh! Ah! Ah! Aaááhh!!! (imaginou melhor agora?). Nossos ancestrais machos querendo dar um crau nas nossas ancestrais fêmeas (meus exemplos não são muito originais, reconheço...). Elas, no divertido jogo do amor, correm gritando ferozmente pra cima de um morro e ficam lá fazendo a maior algazarra, batendo palmas verticalmente e provocando os ancestrais machos mostrando suas partes mais coloridas (houve evolução nisso?). Imaginemos agora um nosso ancestralzinho (ainda não era erectus, mas tava quase!) vendo seus companheiros com pernas maiores e braços mais longos e fortes subirem pela encosta numa boa, mas ele, com suas pernas fraquinhas, escorrega na lama que a ancestralada toda deixou com suas poderosas patas ancestrais e fica para trás, patina, cai, e se cansa rapidamente... Pela teoria de Darwin, esse ancestral não seria ancestral de porra nenhuma (talvez conseguisse alguma coisa com uma ancestralzinha fraquinha que também não tivesse conseguido subir, como ele, mas esta talvez fosse a primeira ancestral que os impiedosos ancestrais pernudos iriam pegar!...) e então ele fica descascando uma banana ancestral no pé do morro. E a suruba primal correndo solta lá em cima... Uh! Uhu! Há!! Háááá!!!...
Cena II - A Contra-Evolução: Nosso ancestral perna-fina, revoltado com o que Darwin reservou pra ele com sua teoria, tem então a idéia de fazer pequenos patamares para subir aos poucos a encosta do morro. Modifica o ambiente! E inventa o ancestral do degrau! Daí a pouco encontra seus companheiros de ancestralidade lá em cima e, esfregando as mãos (aí nota que pode ficar de pé!), também passa a xavecar as ancestraizinhas mais bundudinhas (é, não houve!). Com suas idéias diferentes (a cama, por exemplo, elas adoraram!... os joelhos ancestrais passaram a ser muito mais conservados!) e sua elegância no caminhar ereto, o ancestralzinho pré-nerd impressiona a galera e, mesmo com suas pernas finas, consegue comer mais ancestraizinhas que os ancestrais pernudos, que continuam de quatro, observando tudo com seus olhinhos juntinhos, coçando a cabeça, tentando entender onde Darwin teria falhado. Uh!!! Huuu...?

Australopithecus Afarensis, o primeiro ancestral a andar numa boa completamente ereto, num dia em que estava com a macaca... Mesmo!!! Hehehe!
Infelizmente, neste horário não podemos mostrar o homo erectus em toda sua expressão, mas dá pra se ter uma idéia, principalmente pela expressão de sua companheira, a femina fudihdas.
Não perca a continuação desta série, EM BREVE! nesta mesma Hora, desse mesmo Café!
Escrito por Zé do Café às 02h55
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Dia Internacional da Mulher
São tantas expressões, reações, atitudes, maneiras e gestos...

Escrito por Zé do Café às 16h13
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O homem que atraía malucos - I (primeiro de uma looooonga série)
Eu não sei se exerço mesmo uma estranha atração, se estou só pagando pelos meus pecados, ou se sou um tipo de exaustor do Universo, mas costumo atrair malucos de todas as espécies. Tem doido que atravessa a rua pra vir falar comigo! E o pior: eu dou papo! Outro dia, na hora do almoço, junto comigo umas 1.500 pessoas na rua movimentada, bancos lotados (último dia do mês), gente indo e vindo, gente cruzando e descruzando, gente trombando e não se desculpando, um cara de terno surrado me pára, coloca a mão em mim (odeio), me acha no meio daquela gente toda, assim como se me conhecesse há muito tempo, meio-puto, meio sei-lá-o-quê e me pergunta: - Meu amigo, me diga: é pecado mandar uma cigana tomar no cu? Eu, como se fosse a coisa mais natural do mundo, respondi: - Depende... (não digo que sou EU o errado? Hehehe!) E o cara explicou: -Porra, to acabando de ver que não tenho um puto no banco, não tive grana nem pra gasolina, vim até aqui a pé, tô a zero, fudido, não sei como vai ser amanhã, nem pro cigarro eu tenho, e a mulher me vem com a boca cheia de dentes de ouro, com a maior cara de pau me pedir um trocado??? Mandei tomar no cu! Diante de tão claros argumentos, não tive como discordar: - Não é pecado não; fez pouco até! Deveria ter lhe arrancado um daqueles dentes de ouro, na marra! - brinquei... e já emendei: Mas pelo menos a cigana não falou nada sobre seu futuro, né? E dei minha clássica risadinha, esperando a reação... Meeeu!... O homem ficou sério, fechou a cara, as duas mãos nos meus ombros (odeio), me fuzilando com os olhos, e naquele momento eu temi pelo MEU futuro, ficamos mudos por alguns dois segundos, eu com um sorriso congelado, e a rua me pareceu silenciosa demais com aquelas pessoas todas passando em câmera lenta, então, ele, vermelho, parecendo que ia explodir, disparou: - HAAHAHAHAHÁ!!!... - uma senhora gargalhada, daquelas que todo mundo fica olhando! Também ri, assustado, mas com uma sensação de alívio, enquanto me desvencilhava do infeliz e tentava seguir meu caminho, mas ele me segurou pelo braço (odeio, já disse?) e falou, ainda rindo muito: - Me dá um cigarro aí, vai! Hahaha... Juro que passou pela minha cabeça mandá-lo tomar no cu só pra ver a reação, talvez uma gargalhada maior ainda, mas não quis abusar da sorte, fui gentil, dei-lhe o que pediu e saí me despedindo, de mansinho... Fui tomar um café. Tá louco, viu? Como tem maluco nesse mundo!

Minha sorte é que de vez em quando eles erram o alvo! Hehehe...
Escrito por Zé do Café às 00h06
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