| |
A Origem das Espécies II - Não basta estar erectus, tem que ser sapiens!
No capítulo anterior (20/03) vimos que o nosso ancestral pré-nerdiano se deu bem, modificando o ambiente, e que daí em diante foi aquela festa. Vimos também (e não vimos muito bem, por causa da tarja preta) que o Homo Erectus era muuuito bem intencionado, embora sua companheira (Femina Fudihdas) mostrasse algum receio em receber toda aquela carga genética de uma vez. Neste capítulo veremos como a coisa foi crescendo, ficando complexa, exigindo de nosso ancestralzinho mais e mais atividades cerebrais, o que resultou em mais algumas alterações de suas características ancestrais, e acabou gerando outras subespécies, umas com descendências até hoje. E vamos continuar com o sistema de cenas, que eu achei legalzinho:
Cena III - Curtindo a evolução numa boa. Amanhecer de um lindo dia num campo aberto... Hu-hu-hu! (achou que eu ia esquecer, né?), nosso ancestralzinho deitado de costas na relva, mastigando seu capinzinho da manhã, contemplando o céu, maquinando quantas ancestraizinhas vai comer na rave (Uh! hu! haaá) de logo mais à noite. Empolgado com aquilo que estava usando como nunca havia usado antes (o cérebro), nosso ancestral erectus se comportava como um ser sem noção, saindo de casa toda noite pra gandaia, enquanto a Femina Fudihdas ficava na caverna cuidando e dando de mamar aos pequenos Australopenthelius. Há uma corrente de pesquisadores que sustenta a tese de que nessa fase da evolução começaram a aparecer as características essenciais da espécie Femina Patronensis, que seria a ancestral de nossas queridas patroas.

Uma Femina Patronensis já evoluída, com alguns instrumentos inventados pelos machos espertos para elas se distraírem enquanto eles saíam para caçar (encrencas).
O negócio é que o negócio não ficava assim tão erectus, em casa, como era antes, e a patroa ancestral começou a comentar ironicamente com as ancestrais amigas (Femina Futricaensis) que isso poderia ser o aparecimento de uma nova espécie, a Homo Flacidus! Ela ria um riso ancestral, mas sabia que nenhum outro iria tocá-la tão fundo como o seu "Pythequinho" (essa coisa de apelidos carinhosos ridículos vem de longe! Hehehe...). Até que um belo dia (na verdade milhares de anos), sabe como é mulher, né?... "Py, onde você tava até essa hora? Com aquelas macacas, aposto!" E o nosso ancestral começou a usar seu cérebro para dar desculpas esfarrapadas, tipo: "Tava numa reunião com uns ancestrais que vieram da Ásia", ou "Furou um pneu e só fui achar um borracheiro no sul da África" e coisas do gênero... Percebeu que poderia usar sua criatividade pra se safar! E melhor; ela fingia que engolia! E assim, foi se desenvolvendo cada vez mais a capacidade cérebro/criativo/enrolativa do nosso ancestral até atingir o grau de evolução que denominamos hoje como o Homo Sacanaens.

Esta foto foi encontrada no que seria o bolso de um esqueleto ancestral, e os pesquisadores acham que é uma prova de que a F. Patronensis não estava enganada quando duvidava daquelas reuniões extras naquela época em que nem escritório existia.
Cena IV - Nasce o Sapiens Uma subespécie que se desenvolveu nessa época, não muito propalada, principalmente porque não existem muitos fósseis representativos, foi a do Homo Putus. Essa espécie ancestral ficava de cabeça cheia com as reclamações e cobranças da Femina Patronensis, o que acabou forçando seu crânio a se avolumar cada vez mais, chegando a 2000cm³. Segundo alguns cientistas machistas, isso provaria que a fêmea teve papel preponderante no crescimento do cérebro humano, e que o Homo Putus, com seu temperamento rude, deu origem ao Homo Neanderthalensis, justificando assim o fato desses trogloditas arrastarem suas fêmeas pelos cabelos (aliás, como se deduziu isso? Acharam alguma revista de comportamento da época?). Bom, depois que o ancestral sacana aprendeu a dar um nó na patroa, ele já poderia ser chamado de Homo Sapiens (algo como "cara que sabe das coisas"), mas os cientistas do século XX preferiram não aborrecer as feministas, deram um perdido no tal de Neanderthal e colocaram entre os erectus e os sapiens um tal de Cro-Magnon, de origem francesa, pra amenizar as coisas. Esse aí, mais civilizado, como são naturalmente os franceses, e mais espiritualizado, gostava de fazer umas pinturinhas nas cavernas, trabalhos mais sofisticados em pedra e ossos, etc..., ou seja, enrolava muito melhor. Foi o primeiro sapiens mesmo, embora ainda fosse um caçador, em todos os sentidos (a fêmea, Cro-Magnosa demais, ficava com um mamute atrás da orelha quando ele saía pra caçar com os amigos, hehehe...). Nômade, essa espécie foi se espalhando pelo mundo e perdeu, não se sabe onde, seu nome de origem. Como naquela época era muito difícil tirar uma segunda-via, ele achou tudo bem ser chamado só de o Homo Sapiens, como nós o conhecemos. Mas o cara foi ficando tão criativo, enrolava tanto, com o passar dos anos e das ancestraizinhas, que os cientistas resolveram que o próximo passo evolutivo só poderia ser o Homo Sapiens Sapiens, o último grau da evolução, ou seja, tão esperto, tão sabido, tão fudidão, que só poderia ser a espécie deles mesmos! Homens muuuito sabidos!

Na ilustração vemos como o uso intenso pode alterar as características físicas (para mais ou para menos). Note como o crânio do Homo Erectus era bem menor que o do Cro-Magnon, que por sua vez era menor que o do Homo Sapiens. Incrível, não?
Não perca no próximo capítulo: Adão e Ev... olução EM BREVE! (vai nessa...) Nesta mesma Hora, deste mesmo Café!
Escrito por Zé do Café às 10h20
[]
[envie esta mensagem]
|